sexta-feira, 18 de setembro de 2009

You’re always on my mind

Sempre me arrependi mais pelo que não fiz do que pelo já feito. Muitas vezes desejamos ter agido de outra forma, porém nem mesmo um software editor poderia resolver todos os nossos problemas. Somos humanos e erramos mais do que acertamos. Nem sempre nossas falhas são intencionais e nem sempre podemos repará-las. Razão e emoção dificilmente caminham juntas. Não pretendo justificar nada aqui, apenas espero sermos realmente capazes de aprender durante o processo. Desculpe-me e obrigado.

Little things I should have said and done,
I just never took the time.
You were always on my mind,
You are always on my mind.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Distanciamento

Assim como roteiristas precisam de desapego em relação à sua obra para que ela seja filmada e ganhe vida, todos deveriam aprender, pelo menos em parte, essa lição. Aquela velha história de persistir no erro. Todo mundo é um pouco teimoso e o plot point ou a decisão de deixar para trás nem sempre vem facilmente. É o próprio protagonista quem tem que querer mudar. Finais e/ou soluções Deus ex machina não são muito bem vistas pelos espectadores, além de não serem muito reais. Manoel Carlos, em recente entrevista ao TV e Lazer do Estado, disse que a realidade não precisa fazer sentido. Ao contrário, é a ficção que deve ser verossímil. Bem aristotélico o autor. Porém, a força puxando para o início existe tanto em uma quanto em outra, na realidade e na ficção, e algumas vezes ela é bem forte. Todos sabemos que príncipes encantados não existem, mas o que fazer quando o protagonista tem rostinho e sorriso irresistíveis? Talvez ele não esteja tão afim de você. Mas talvez você seja a exceção à regra. Otimista ou realista pessimista?

When you look with your eyes
Everything seems nice
But if you look twice
You can see it's all lies

Enfim, a anedota tende a seguir seu rumo natural e assombrar os fracos e suscetíveis. De certa maneira, timing again.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Capítulos e episódios

Nossas vidas podem ser divididas em capítulos e episódios. Alguns são interessantes, outros nem tanto. Infelizmente, não dispomos de um programa de edição para torná-los mais agradáveis e precisamos viver os bons e maus trechos. Todos temos algumas passagens bem intensas. O problema é aquele período de readaptação à realidade após os turbilhões. A idade normalmente traz maturidade e ajuda na recuperação. Porém, este axioma nem sempre funciona. Quero ler "The 27s: The Greatest Myth of Rock And Roll", de Eric Segalstada e Josh Hunter. Parece que aos 27 podemos ainda não ter muito discernimento. É óbvio que personalidades e artistas formam uma categoria especial, mas possuem alguma influência em nossas vidas.

Mudamos constantemente. É incrível como pessoas com quem convivemos intensamente por um curto período podem contribuir para o processo de transformação. Acredito que interpretamos por toda a vida. Revelações surpreendentes nos pegam desprevenidos e podem mudar o curso de uma amizade ou relacionamento. Tão perturbador quanto, são as máscaras caídas que apenas o protagonista insiste em sustentar, quase como alguns políticos. Aos 27 isso já é ruim o bastante, mesmo para os recém-completados. Apesar de apreciar joguinhos, conversas francas são sempre a melhor maneira de esclarecer as coisas. Infantilidade e covardia são intrigantes, mas caem bem apenas em registros históricos ou na ficção.

domingo, 26 de julho de 2009

Sobre papéis e interpretações

Todos interpretamos muitos papéis, de forma voluntária ou não. As tais máscaras características do pós-modernismo de Bauman. A maneira como nos portamos muda de acordo com o ambiente, situações e pessoam com quem nos encontramos.

Como todo bom internacionalista, me considero um cosmopolita. Estrangeiros me fascinam. Afastar-se de nossos locais de origem e portos seguros teoricamente nos libera de algumas inibições e nos permitiria agir de forma mais livre e original. Mas isso nem sempre acontece. Acredito ser quase impossível se esquecer de todas nossas amarras psicológicas e sociais. É verdade que alguns são melhores atores que outros, e possuem grande habilidade interpretativa e facilidade em pular entre personagens. No entanto, é difícil compreender os motivos que nos levam a assumir papéis tão distintos e contraditórios entre si, além de desconfortáveis.

É por isso que nossas escolhas são a coisa mais importante para evidenciar quem somos. Elas nos dizem mais sobre nós mesmos do que as equivocadas ideias autoconstruídas de nosso caráter.

Joguinhos podem ser divirtidos por algum tempo, mas perdem a graça a partir do momento em que nos afastam de algo ou alguém de quem gostamos. Sinais dúbios permitem múltiplas interpretações. Personagens e pessoas são multifacetados e complexos. Um período forçado de cool down pode ser bom para refletir e evitar que mergulhemos ainda mais em mares anedóticos. Porém, trazem como efeito colateral a fragilidade emocional.

Enganar-se, ou melhor, mentir para nós mesmos é algo que todos fazemos. Quase sempre com resultados subótimos. Por que então temos tanta dificuldade em abandonar esse hábito?

domingo, 12 de julho de 2009

Aqueles-que-não-devem-ser-nomeados

Esta semana descobri uma nova categoria de pessoas: aquelas que não devem ser nomeadas. Elas se caracterizam por aparecerem num curto espaço de tempo após termos pronunciado seu nome, quase como a Dona Álvara, do Toma lá, dá cá. A materialização pode se dar de muitas formas: telefone, email, encontros casuais, mensagem de texto... No meu caso foram através de telefonemas. 34 minutos de duração, apenas o último deles. Não preciso dizer que ando mais cuidadoso ao filtrar minhas chamadas desde então.

O nome da categoria é autoexplicativo. Tratam-se daqueles elementos que não desejamos encontrar, não por serem más pessoas ou terem um astral ruim, apenas por serem chatinhos. Os verdadeiramente do mal, os Voldemort, são da mesma família, mas de gênero distinto, e estão alguns degraus acima ou elevados a alguma potência. São mais raros, é verdade, mas existem. Chefes e professores, em geral.

É preciso diferenciar as não mencionáveis das fênix. Estas nada mais são do que aquelas que reaparecem após um longo período de hibernação. Algumas vezes a experiência é agradável, outras nem tanto, mas sempre somos pegos de surpresa.

Também existem os encostos, que se subdividem em duas classes: 1) os que insistem voluntariamente em nos ‘mosquear’; 2) e os involuntários. Normalmente aqueles com quem tivemos algum envolvimento amoroso mal resolvido. Infelizmente, muito populares.

Os stalkers, outrossim, merecem menção. Não conheço nenhum caso na vida real, se bem que algumas estórias chegam perto. Rose, de Two and a Half Men, é minha preferida, sobretudo os episódios via Londres.

Muitas categorias e subdivisões já existem, e novas são constantemente criadas para acomodar comportamento tão comum. Enfim, todos temos nossos momentos em ambos os lados. Hoje é dia da graça. Hoje é dia da caça e do caçador.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Opening Credits

Tenho fixação por opening credits. Como pouco segundos podem ter tanto impacto sobre nós? Alguns são simplesmente geniais e decisivos para nossa escolha de assistir ou não determinados programas ou filmes. E essa é uma área, em minha opinião, em que a TV frequentemente supera o cinema. Os americanos têm excelente domínio da arte. True Blood tem a melhor abertura de que consigo me recordar. Combina com muita habilidade imagens fortes e interessantes com uma boa trilha. Não faz muito tempo, créditos iniciais foi tema de capa do caderno de TV do Estadão. Parece que, no Brasil, elas vêm encolhendo devido à guerra pela audiência. Temos muita coisa ruim por aqui, mas algumas nos salvam, como as muitas da Grande Família, Normais, Deus nos Acuda...

Há alguns anos Ali G entrevistou Donald Trump e este lhe disse que a música era a coisa mais popular do mundo. Até então nunca havia pensado a respeito, mas estou, em absoluto, de acordo.

Assim, a trilha sonora, é para mim, o mais importante para introduzir uma obra. Sem uma melodia poderosa o suficiente, é muito difícil despertar e prender a atenção dos espectadores. Ok, Lost não tem uma canção tema, mas o suspense da peça musical funciona bem. Algumas canções servem apenas para aberturas, como as de Smallville, Damages ou O.C..

Opening credits são como a ideia que fazemos de nós mesmos e que nos esforçamos, em escalas diferentes, para que seja ‘comprada’. Mas, assim como nos negócios, não devemos julgar um livro pela capa. Muitas vezes nos decepcionamos, outras nos surpreendemos (para o bem ou para o mal) e algumas what you see is what you get, simples assim. Felizmente somos mais complexos que a maioria das obras lançadas. Sim, a vida supera em muito a ficção. Alguns acontecimentos não poderiam sair das mentes mais criativas nem com o auxílio de aditivos.

Então o que fazer? Seguir até o final de um filme ou livro não importe quão ruim? Ou melhor, deixar a estória começar mesmo quando os créditos iniciais não prometem uma boa experiência ou adiantam a anedota? O protagonista tem um rostinho irresistível(.)? É muito charmoso? Timing, de novo.

Aí vai o link para a abertura de True Blood:

http://www.youtube.com/watch?v=vxINMuOgAu8

domingo, 5 de julho de 2009

Gêmeos do Mal

Uma amiga me disse que gostaria de ter uma gêmea do mal. Sua versão evil seria sacada toda vez que precisasse resolver alguma anedota ou situação desagradável, como problemas com o chefe, rolos autistas e/ou esquizofrênicos, pessoas folgadas, família...

Também quero um gêmeo do mal! Eu e a torcida do Corinthians! Oops, os fãs do Michael Jackson e Madonna combinados. My very own mini-me!

Poderíamos culpá-los por todos nossos erros e, assim, viveríamos em um mundo muito mais hipócrita!

Confesso que teria medo de gêmeos do mal de alguns de meus amigos. Outros seriam risíveis, e o máximo de maldade que cometeriam seriam desenhos em hidrocor de seus desafetos tropeçando.

A temática ‘gêmeos do mal’ daria um excelente dramalhão, até consigo imaginar a chamada da Televisa para ‘La Gemela Diabólica’. Agora é esperar que minha amiga acate a sugestão e comece a escrever a arquitrama rocambolesca!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Autocompletar

Adoro a ferramenta ‘autocompletar’. Acho ótimo que esteja cada vez mais disseminada: Google, youtube, amazon...

Recentemente conheci alguém que tem o nome autocompletável no Google. Fiquei em êxtase! Testei o nome de várias pessoas, mas sem sucesso. Nem mesmo as peruas! Cheguei à conclusão de que de que ele é único, neste sentido.

Por vezes gostaria que algum tipo de inteligência artificial traduzisse para o mundo real o autocompletar. Ter alguns de nossos desejos adivinhados antes mesmo que pudéssemos expressá-los seria excitante. Por outro lado, não seria muito bom para a já capenga comunicação humana.

Mas quais os critérios para o autocompletar? Buscas populares? Nome muito presente na web? Livros do Dalai Lama? Não sei. Pesquisarei. Só sei que somos todos egoístas, uns mais, outros menos, mas por mais que nos esforcemos, jamais seremos autocompletáveis por muito tempo.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Johnny Depp para Michael Jackson

Demorei aproximadamente 24 horas para digerir a notícia da morte de Michael Jackson. Simplesmente não acreditava. Assim como muitos, cheguei a pensar que seria mais um golpe publicitário. Infelizmente não. Quis muito vê-lo em Londres.

Gênio bizarro. Acho que essa pode ser uma boa definição do astro. Mesmo com toda a condolência geralmente atribuída aos recém-falecidos, admito que Madonna é e sempre foi minha preferida. Ok, dou o braço a torcer: ele foi mais relevante musicalmente do que ela jamais será. Mas ela já conquistou seu lugar ao sol como ícone pop e continua atual.

Muita gente já está faturando com a morte do cantor, mas a verdadeira enxurrada deve vir nos próximos anos: álbuns relançados, músicas inéditas, DVDs (blu-ray, na real), livros, biografias, documentários ... e filmes, é claro!

Por isso mesmo lanço a campanha ‘Johnny Depp para MJ’. Acho que nenhum outro ator tem melhores credenciais para representar tipos ‘estranhos’. E o melhor é que, pelo menos para mim, ele não ficou marcado por um único papel: Edward-Mãos-de-Tesoura, Jack Sparrow, Sweeney Todd, J. M. Barrie ... Qual o seu preferido?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Destination Anecdoteland

Timing, perfect timing para ser mais exato, deveria ser algo biológico, genético. Deveríamos nascer equipados com um conhecimento ancestral de qual o melhor momento para a ação. Minha amiga e guru, Vivi, tem um pequeno e brilhante post correlato, a Teoria dos 3 minutos, um de meus preferidos. Link para o volátil ao lado.

A maioria das pessoas não sabe quando agir, parar ou não fazer nada. Estou entre elas.

É claro que o processo de tomada de decisões é essencial, mas de pouco adianta se não for combinado com um bom timing.

Muitas vezes nos encontramos em situações em que nosso lado mais racional e cerebral nos desaconselha a seguir com um determinado comportamento, mas algo continua a nos atrair para a anedota anunciada. Aliás, a anedota auto-infligida é a modalidade preferida de muitos, inclusive a minha. A recompensa é boa (.)? Um pouco de dor de cabeça não mata. Todos adoramos um drama. Idolatramos (eu) drama queens. E a vida segue seu curso natural rumo a anedotolândia!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

`Quando o mundo ficou tão estranho?` ou `Enquando eu dormia`

Minha promessa de começar um blog é antiga. Sempre acreditei que seria algo meio musical, sobre minha intensa maratona de shows. A vida não quis assim.

4:26 AM. Momento Carrie Bradshaw. Acabo de chegar. Tenho mais dúvidas do que antes de partir. O que esperar de um lugar tão familiar e ao mesmo tempo tão inusitado como Vegas?

Mr. Brightside estava lá, como sempre. Não me serve por hoje.

Farei 25 em pouco menos de duas semanas. Estarei muito velho para entender o novo sistema de convenções? Don`t think so.

O que aconteceu com aqueles tempos em que um homem não tinha uma melhor amiga de verdade? E quando minhas amigas desistiram de suas independências para assumirem o papel da noiva perfeita?! Sou do tempo em que gays não são (mais) casados e nem beijam duas garotas na mesma semana!

Quando foi que as coisas mudaram e nem percebi? Acho que perdi algo. Poderá a História determinar quando (e se) o muro caiu?

Não me entendam mal. Gosto de certa indefinição. Sempre me orgulhei da minha visão em escala de cinzas da vida, mas como separar o joio do trigo? Sinais equivocados (ou não?) são perturbadores (.), não são?

Its so much better when everyone is in are you in?

Uma grande amiga me aconselharia ficar longe das anedotas. Poderei?

Oh no, you girls'll never know
No you girls never know
How you make a boy feel