Todos interpretamos muitos papéis, de forma voluntária ou não. As tais máscaras características do pós-modernismo de Bauman. A maneira como nos portamos muda de acordo com o ambiente, situações e pessoam com quem nos encontramos.
Como todo bom internacionalista, me considero um cosmopolita. Estrangeiros me fascinam. Afastar-se de nossos locais de origem e portos seguros teoricamente nos libera de algumas inibições e nos permitiria agir de forma mais livre e original. Mas isso nem sempre acontece. Acredito ser quase impossível se esquecer de todas nossas amarras psicológicas e sociais. É verdade que alguns são melhores atores que outros, e possuem grande habilidade interpretativa e facilidade em pular entre personagens. No entanto, é difícil compreender os motivos que nos levam a assumir papéis tão distintos e contraditórios entre si, além de desconfortáveis.
É por isso que nossas escolhas são a coisa mais importante para evidenciar quem somos. Elas nos dizem mais sobre nós mesmos do que as equivocadas ideias autoconstruídas de nosso caráter.
Joguinhos podem ser divirtidos por algum tempo, mas perdem a graça a partir do momento em que nos afastam de algo ou alguém de quem gostamos. Sinais dúbios permitem múltiplas interpretações. Personagens e pessoas são multifacetados e complexos. Um período forçado de cool down pode ser bom para refletir e evitar que mergulhemos ainda mais em mares anedóticos. Porém, trazem como efeito colateral a fragilidade emocional.
Enganar-se, ou melhor, mentir para nós mesmos é algo que todos fazemos. Quase sempre com resultados subótimos. Por que então temos tanta dificuldade em abandonar esse hábito?
Galinha policial! Pondo ordem no galinheiro
Há 17 anos
A gente vai mentindo pra si mesmo sem perceber, ou até levar uma porrada para deixar de ser tão cínico...que felicidade, finalmente consegui comentar!! beijos mil
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