Nossas vidas podem ser divididas em capítulos e episódios. Alguns são interessantes, outros nem tanto. Infelizmente, não dispomos de um programa de edição para torná-los mais agradáveis e precisamos viver os bons e maus trechos. Todos temos algumas passagens bem intensas. O problema é aquele período de readaptação à realidade após os turbilhões. A idade normalmente traz maturidade e ajuda na recuperação. Porém, este axioma nem sempre funciona. Quero ler "The 27s: The Greatest Myth of Rock And Roll", de Eric Segalstada e Josh Hunter. Parece que aos 27 podemos ainda não ter muito discernimento. É óbvio que personalidades e artistas formam uma categoria especial, mas possuem alguma influência em nossas vidas.
Mudamos constantemente. É incrível como pessoas com quem convivemos intensamente por um curto período podem contribuir para o processo de transformação. Acredito que interpretamos por toda a vida. Revelações surpreendentes nos pegam desprevenidos e podem mudar o curso de uma amizade ou relacionamento. Tão perturbador quanto, são as máscaras caídas que apenas o protagonista insiste em sustentar, quase como alguns políticos. Aos 27 isso já é ruim o bastante, mesmo para os recém-completados. Apesar de apreciar joguinhos, conversas francas são sempre a melhor maneira de esclarecer as coisas. Infantilidade e covardia são intrigantes, mas caem bem apenas em registros históricos ou na ficção.
Galinha policial! Pondo ordem no galinheiro
Há 17 anos
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