quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Distanciamento

Assim como roteiristas precisam de desapego em relação à sua obra para que ela seja filmada e ganhe vida, todos deveriam aprender, pelo menos em parte, essa lição. Aquela velha história de persistir no erro. Todo mundo é um pouco teimoso e o plot point ou a decisão de deixar para trás nem sempre vem facilmente. É o próprio protagonista quem tem que querer mudar. Finais e/ou soluções Deus ex machina não são muito bem vistas pelos espectadores, além de não serem muito reais. Manoel Carlos, em recente entrevista ao TV e Lazer do Estado, disse que a realidade não precisa fazer sentido. Ao contrário, é a ficção que deve ser verossímil. Bem aristotélico o autor. Porém, a força puxando para o início existe tanto em uma quanto em outra, na realidade e na ficção, e algumas vezes ela é bem forte. Todos sabemos que príncipes encantados não existem, mas o que fazer quando o protagonista tem rostinho e sorriso irresistíveis? Talvez ele não esteja tão afim de você. Mas talvez você seja a exceção à regra. Otimista ou realista pessimista?

When you look with your eyes
Everything seems nice
But if you look twice
You can see it's all lies

Enfim, a anedota tende a seguir seu rumo natural e assombrar os fracos e suscetíveis. De certa maneira, timing again.

Nenhum comentário:

Postar um comentário