quarta-feira, 24 de março de 2010

Proper Burial

O apego ao passado é algo rotineiro. Pode ser positivo, na forma, por exemplo, de boas lembranças, ou negativo e impedir a pessoa de seguir em frente. Também pode, ao mesmo tempo, ser bom e ruim, e contribuir para o turbilhão de contradições que nos constitui e humaniza. Sentimentos podem ser complexos e incoerentes, paixões mais ainda.

As coisas nem sempre duram o quanto deveriam; algumas vezes são curtas e insuficientes, outras se prolongam em demasia. A permanência parece se dar quando o funeral não foi suficiente e definitivo. Mas a realização das paixões não necessariamente guarda relação com o moribundo. É possível soterrar sonhos não realizados. Todos possuem essa capacidade e alguma experiência na área. Entretanto, a perda de brilho pode ter graus diferentes e conviver em alguma harmonia com o falecido. Esperança tola não faz (mais) meu gênero. E a vida é cheia de surpresas e a palavra nunca é traiçoeira.

‘You know I know where you are. You turn it on.’

quinta-feira, 11 de março de 2010

Plano B ou post à Quiroga

Em alguns momentos da vida encontramo-nos em situações que exigem guinadas de rumo. O que fazer nessas horas? Um bom começo é ter um plano B na manga. Mas isso nem sempre é possível. Algumas vezes somos pegos de surpresa e somos obrigados a nos ajustar à nova realidade. O tempo costuma ajudar a resolver os problemas, mas é verdade que algumas marcas são indeléveis e que alguns nunca conseguem prosseguir.

É importante que o plano B equilibre prazer e razão. Algumas ideias possuem mais de um ou de outro e não funcionam muito bem. A batalha por corações e mentes é árdua e, por isso, a little help from your friends é bem vinda. Distanciamento e pontos de vista distintos podem ser muito úteis. Entretanto, o protagonista precisa querer agir e mudar, mesmo que a bela tradição romântica recém-retomada afirme o contrário.

Feliz ou infelizmente, mudanças fazem parte de nossas vidas e somos obrigados a constantes reorganizações.